Transplante de cabeça

Edição 109

Startup promete transplante de cabeça.

Mais: PayRetailers adquire Transfeera e xAI levanta US$ 6 bilhões.

Transplante de cabeça: ciência ou ficção?

A startup BrainBridge, especializada em neurociência e engenharia biomédica, revelou o conceito do primeiro sistema de transplante de cabeça do mundo, com a expectativa de iniciar operações dentro de oito anos. 

Em um vídeo de oito minutos, a empresa apresentou uma demonstração em CGI do sistema totalmente robótico, que remove simultaneamente as cabeças dos corpos do doador e do receptor, trocando-as em uma esteira macabra. 

Esperanças e desafios

A BrainBridge acredita que o sistema poderia oferecer nova esperança para pacientes com condições incuráveis, como câncer terminal, doenças neurodegenerativas (Alzheimer e Parkinson) e paralisia. 

No entanto, um dos principais obstáculos é a incapacidade da medicina atual de reparar adequadamente os danos nos nervos e na medula espinhal, o que significaria que qualquer receptor de transplante de cabeça estaria paralisado do pescoço para baixo. 

Atualmente, a empresa está recrutando especialistas para ajudar a superar esses desafios e espera que a divulgação do conceito atraia talentos de todo o mundo interessados em avançar a ciência biomédica.

Tecnologia e operações robóticas

O conceito, liderado por Hashem Al-Ghaili, biotecnologista e comunicador científico baseado em Dubai, foi cuidadosamente desenvolvido com base em extensa pesquisa científica. 

O sistema utiliza braços robóticos e lasers controlados por inteligência artificial para realizar a operação extremamente complexa. A tecnologia visa fornecer soluções inovadoras para condições médicas graves e potencialmente salvar vidas.

Doadores e transplantes de rosto

O doador será um paciente com morte cerebral, mas com um corpo funcional e órgãos vitais em boas condições. Além do transplante de cabeça, a BrainBridge planeja realizar um transplante de rosto do doador, utilizando o mesmo cirurgião robótico alimentado por IA.

A empresa afirma que o processo emprega sistemas robóticos avançados para prevenir a degradação das células cerebrais e garantir compatibilidade perfeita, guiado por imagens em tempo real em nível molecular e algoritmos de IA para reconectar a medula espinhal, nervos e vasos sanguíneos.

Histórico e perspectiva

A ideia de transplantes de cabeça não é nova. Em 1908, a primeira tentativa foi feita em um cachorro, sem sucesso. Na década de 1950, Dr. Vladimir Demikhov fez experiências com cães de duas cabeças, mas nenhum dos animais viveu muito. 

Na década de 1970, Dr. Robert White realizou um transplante de cabeça em um macaco rhesus, que sobreviveu por oito dias, mas ficou paralisado. Mais recentemente, o neurocirurgião Sergio Canavero alegou ter realizado um transplante de cabeça em humanos, mas ambos os envolvidos estavam mortos, levantando questões sobre a medição de sucesso.

Considerações éticas e futuras

Embora transplantes de cabeça ainda pareçam distantes e possivelmente inviáveis, os avanços feitos na tentativa de realizá-los podem resultar em grandes progressos na medicina, especialmente no tratamento de danos na medula espinhal.

Se feito de forma ética, esse campo de pesquisa poderia transformar os cuidados médicos. Se um dia será possível trocar corpos como peças de carro ainda está por ser visto, mas a BrainBridge argumenta que, sem um corpo frágil, os cérebros poderiam viver por vários séculos, levantando a questão de se viver por centenas de anos poderá, eventualmente, ser tão simples quanto trocar de corpo.

PayRetailers adquire Transfeera

Em uma movimentação inesperada, a fintech de pagamentos Transfeera foi adquirida pela PayRetailers, uma fintech espanhola com atuação global. A aquisição, cujo valor não foi revelado, ainda está sujeita à análise e aprovação do Cade e Banco Central. 

A compra faz parte do plano estratégico da PayRetailers para crescer no Brasil. Ambas as empresas informaram que a Transfeera continuará operando normalmente e se integrará ao grupo da multinacional.

A Transfeera traz para a PayRetailers mais de 450 novos clientes e 62 colaboradores, ampliando a equipe da fintech espanhola para 100 funcionários no Brasil e 550 globalmente, distribuídos em dez escritórios. 

A empresa planeja dobrar o número de colaboradores no Brasil até 2025 para melhorar o atendimento às companhias brasileiras.

Fundada em 2017, a Transfeera se destacou por suas soluções de pagamento B2B baseadas em Pix, movimentando mais de R$ 9 bilhões no ano passado.

A empresa projetou um crescimento de 150% impulsionado por uma rodada pré-série A de R$ 7 milhões, liderada pela Honey Island e 4UM Investimentos.

Expansão agressiva

A aquisição da Transfeera é parte de uma série de movimentos estratégicos da PayRetailers no Brasil. No início do ano, a empresa reforçou sua equipe de liderança com Joel Fernandes Bueno como Head de Compliance e Márcio Franklin como Head de Produtos no país. 

Juan Pablo Jutgla, fundador e CEO da PayRetailers, destacou os diferenciais da Transfeera, que foram decisivos para a compra. “Já somamos algumas aquisições globais e chegou o momento de consolidar nossa liderança no Brasil como a maior processadora de pagamentos de alta complexidade, oferecendo uma gama ainda maior de produtos,” afirmou Jutgla. 

Ele também mencionou planos para futuras aquisições em outros continentes, consolidando a posição da PayRetailers como referência em meios de pagamentos.

xAI levanta US$ 6 bilhões para desafiar a OpenAI

A xAI, startup de inteligência artificial fundada por Elon Musk, levantou US$ 6 bilhões em uma rodada de Série B, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de sua tecnologia para competir com a OpenAI. 

Esta rodada de financiamento é uma das maiores já vistas no mercado de ferramentas de IA.

Apoio e cautela de Musk

Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX, foi um dos primeiros defensores da inteligência artificial, inicialmente apoiando a OpenAI antes do lançamento do ChatGPT no final de 2022. 

No entanto, Musk posteriormente retirou seu apoio e adotou uma postura mais cautelosa em relação aos perigos potenciais da tecnologia de IA. No ano passado, ele foi parte de um grupo de líderes do setor que pediu uma pausa no desenvolvimento de IA.

Planos de expansão

A xAI planeja usar os recursos levantados para lançar seus primeiros produtos no mercado, construir uma infraestrutura avançada e acelerar o desenvolvimento de tecnologias futuras, conforme detalhado em seu blog. 

A avaliação da empresa foi de US$ 18 bilhões, segundo Musk em um post na rede social X. Importantes nomes do setor de capital de risco, como Sequoia Capital e Andreessen Horowitz, participaram da rodada de financiamento.

Embora a rodada seja expressiva, os investimentos nas concorrentes já são mais volumosos: a Microsoft, sozinha, investiu cerca de US$ 13 bilhões na OpenAI, enquanto a Amazon investiu aproximadamente US$ 4 bilhões na Anthropic,destacando a competitividade e os grandes investimentos no setor de inteligência artificial.

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