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Para a inovação do Corporate Venture, não há crise

O inverno das startups ganhou uma fogueira que vem ardendo cada vez mais intensamente e aquecendo o mercado. São os veículos de investimento de empresas, ou Corporate Venture Capital. Antes restrito a poucas, o número de empresas que passou a olhar – e investir – em startups saltou de 13 em 2016 para mais de 100 em 2021, segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

E não são empresas pequenas: o número de empresas que fundaram CVCs no primeiro semestre de 2022 e pertencem ao Ibovespa – principal índice de ações da bolsa brasileira – saltou de 8 (em todo 2021) para 13.

Investimento em Corporate Venture vai além do retorno

O interesse não é por acaso, além da possibilidade de altos retornos, as empresas também buscam trazer inovação de fora das paredes da empresa e, principalmente, se proteger de possíveis startups que possam ameaçar seu negócio. Se você não pode com os “inimigos”, junte-se a eles.

Ao investir e fazer negócios com as startups, as empresas passam a conhecer, utilizar e absorver tecnologias que permitem que elas se mantenham competitivas em um cenário futuro. É uma situação win-win-win, a empresa ganha a possibilidade de ter alto retorno, a startup ganha capital e contratos/pedidos e ambas avançam na evolução de suas tecnologias.

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Corporate Venture tem melhor desempenho da história

Em 2021, os fundos de CVC brasileiros movimentaram mais de US$ 620 milhões – o melhor desempenho histórico, de acordo com o relatório Corporate Venture Capital, do Distrito. 

Mas não foi apenas reflexo de acompanhar o mercado de Venture Capital – que viveu alta histórica em 2021 –, esse ano, mesmo com a desaceleração dos investimentos, a indústria de Corporate Venture Capital brasileira deve superar o volume movimentado no ano passado.

Foram casos como o da Dexco, que criou um fundo de R$ 100 milhões e, em menos de um ano, alocou todo o capital em 9 startups diferentes, que passaram a movimentar o mercado. Outro caso foi o da Eurofarma, que criou um fundo de R$ 45 milhões – em fase final de alocação – e já se prepara para lançar um segundo.

Além das empresas brasileiras, multinacionais com atuação no Brasil também passaram a olhar para o mercado de startups brasileiro: a Basf Venture Capital investiu na fintech de crédito agrícola Traive e a siderúrgica ArcelorMittal, que também estruturou um veículo local e já realizou quatro investimentos.

Parcerias frequentes

Além dos investimentos através de CVCs, as empresas também estão acelerando parcerias e contratos com startups. De julho de 2021 até junho deste ano, o número de empresas que contrataram startups cresceu 30%, já o número de relacionamentos reportados subiu 60%. 

No total, os negócios movimentaram R$ 2,7 bilhões no período – fazendo o Brasil liderar o modelo de inovação aberta no mundo, de acordo com dados da 100 Open Startups.

As formas de avanço da inovação diferem em cada região: enquanto na Europa os programas de Pesquisa e Desenvolvimento dominam, nos EUA o Venture Capital toma frente e no Brasil há avanço expressivo do open innovation com startups.

A inovação aberta consiste na parceria e colaboração de empresas com terceiros para criar soluções inovadoras. Assim, as novas opções e tecnologias são buscadas também fora do ambiente da companhia.

São gigantes como Ambev e Suzano que lideram a lista de empresas com maior relacionamento com startups no Brasil em 2022. A Ambev fez 573 interações de negócios com 340 startups, um crescimento de 65% em relação ao ano anterior. Dentre elas, a Bees Bank, Lemon Energia e Zé Delivery. 

Já a Suzano fez 369 conexões, 275 startups em pitch day e mais de 75 projetos em andamento. Também, segundo o gerente executivo Digital da Suzano, Jefferson Ticianelli, o modelo já gerou um retorno de R$ 30 milhões.

Confira as empresas que mais realizaram parcerias com startups em 2022 no ranking 100 Open Corps completo:

1º) Ambev

2º) Suzano

3º) ArcelorMittal

4º) Raízen

5º) BASF

6º) IBM

7º) Stefanini

8º) Unimed

9º) Vivo

10º) Bradesco

Por que o Corporate Venture ganhou espaço?

Iniciativas de Corporate Venture Capital e inovação aberta se tornaram febre no Brasil nos últimos anos. E as razões são claras: as empresas perceberam que se ficassem restritas aos seus próprios ambientes, teriam mais dificuldade para inovar – além de perderem competitividade diante de concorrentes novatos.

Ainda, o capital e tempo investido em centros de pesquisa são, geralmente, maiores do que se buscarem colaborar, investir ou adquirir uma startup para absorver tecnologias mais prontas para adotar no negócio.

Embora muitas empresas estejam utilizando a inovação aberta para ganhar velocidade e acessar novas tecnologias em suas operações, muitas esbarram na falta de expertise, de equipe, de tempo ou de acesso na hora de construir seus fundos de Corporate Venture. E foi para encurtar o caminho entre as empresas e startups, gerando negócios mais benéficos para ambos os lados, que a Captable desenvolveu o Corporate Venture as a Service.

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