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Revolut: fintech desembarca no Brasil após crowdfunding no Reino Unido

A Revolut, segundo maior banco digital do mundo (após o Nubank) começou a operar no Brasil no início do mês. Será que é motivo de preocupação para o roxinho? Talvez sim, já que as similaridades entre os dois unicórnios não terminam no tamanho do negócio ou no segmento em que estão inseridos…

Assim como o Nubank, a Revolut busca ser uma solução para tudo que envolva finanças. Então a lista dos seus serviços é longa: conta corrente, investimentos, seguros, criptomoedas, cartão de crédito e por aí vai… 

Em sua chegada ao Brasil, no entanto, a Revolut decidiu mirar em trazer apenas dois dos seus serviços: a conta internacional e a transação com 90 criptomoedas.

Como os usuários lucraram com a Revolut

Apesar de hoje serem superapps financeiros, Nubank e Revolut iniciaram suas operações oferecendo poucos serviços financeiros e foram expandindo o portfólio ao longo do tempo. Ambas apostaram, primeiro, em oferecer excelência na experiência do usuário para crescer através da divulgação dos próprios usuários.

Porém, enquanto o Nubank seguiu uma trajetória tradicional de investimento, buscando grandes fundos de venture capital até chegar ao IPO, a Revolut optou por deixar seus usuários e fãs se tornarem sócios desse crescimento logo no início da sua jornada.

A Revolut abriu em 2016 sua primeira rodada pública de investimento, através da plataforma Crowdcube. À época, levantou 1 milhão de libras, com valuation de 58 milhões. Em 2017, a startup realizou uma nova rodada, na plataforma Seedrs, dessa vez de 4 milhões de libras, com valor de mercado de 372 milhões – um crescimento de mais de 6x em pouco mais de um ano.

Um ano depois, em 2018, a Revolut se tornou um unicórnio ao receber uma rodada de US$ 250 milhões, liderada pela DST Global e com participação de Index Ventures e Ribbit Capital. O valuation da rodada foi de US$ 1,7 bilhão. Os investidores do crowdfunding puderam optar entre receber seu investimento valorizado em 1900% ou continuar como sócios da fintech.

O sucesso da Revolut no mercado secundário

Outra opção para os investidores da Revolut receberem sua valorização antes de uma venda ou IPO foi o mercado secundário da Seedrs – uma maneira de revender a participação adquirida na rodada primária para outros investidores. 

O mercado secundário da Seedrs começou a operar em 2017 e, desde então, permite que ações de startups sejam negociadas entre investidores sem qualquer envolvimento do negócio que captou a rodada, reduzindo o peso de governança para a startup.

O segredo da Revolut: investidores profissionais no crowdfunding

Parte do sucesso e pioneirismo da Revolut no crowdfunding está na combinação de investidores profissionais, como os grandes fundos de venture capital, e pequenos investidores do varejo. A fórmula traz credibilidade e potencializa o resultado de todos eles.

Com um investidor profissional participando, os investidores menores têm maior confiança na análise, valuation e tamanho da oportunidade disponibilizada. No caso da Revolut, pequenos investidores entraram de carona com grandes fundos de venture capital em uma oportunidade única.

O mesmo também já ocorre nos Estados Unidos: a community round do Slack na Wefunder atraiu grande interesse há um mês, por exemplo.

No Brasil, tudo isso já existe

Por aqui, o mercado de equity crowdfunding também está aquecido. Prova disso são os 3 exits da Captable, a plataforma líder no país. Em 2021, pouco menos de um ano após sua rodada na Captable, o Alter foi vendido para o Méliuz – os investidores tiveram retorno anualizado de 101%; em 2022 foi a vez da Wuzu, vendida para a 2TM, também garantindo alto retorno; agora, em 2023, a Finansystech foi vendida para a Celcoin – com valorização de mais de 230%.

De maneira similar ao mercado secundário da Seedrs, o Captable Marketplace é o local onde as transações subsequentes de ações de startups do portfólio da Captable ocorrem. A plataforma de transações foi lançada em julho de 2022, logo após a liberação regulatória. Desde então, mais de R$ 900 mil foram transacionados e mais de 270 investidores tiveram suas saídas sem depender de um IPO ou venda da startup.

A tendência das rodadas de comunidade também já é uma realidade na Captable: a plataforma busca investidores profissionais para compor as rodadas das startups que captam suas rodadas públicas. A união dos investidores profissionais e investidores do varejo tem se provado um sucesso.

São exemplos desse tipo de rodada, a captação da Sensix que ocorreu com coinvestimento da SLC Agrícola e DOMO Invest; a captação da Cowmed, que contou com coinvestimento da cooperativa Cotriba Produção Animal; a rodada da Simple&Co, com coinvestimento da Bertha Capital. a captação da Finansystech, liderada pela Darwin Startups; e muitas outras.

Por que importa?

Esses movimentos internacionais são provas do crescimento que o mercado de crowdfunding pode trazer ao tornar possível que qualquer um invista em startups – uma experiência que costumava ser restrita aos investidores profissionais, em um mundo fechado dos fundos de venture capital. 

Por outro lado, combinar a força dos fundos que já realizam esses investimentos aos investidores do varejo pode ser a solução para financiar o crescimento de cada vez mais negócios inovadores e a diferença entre um novo Nubank surgir entre nós ou ter mais uma startup que morreu na praia tentando.

A Captable foi fundada em 2019 e já ajudou mais de 60 startups a levantar rodadas com sucesso, com um total de mais de R$ 96 milhões investidos por mais de 7 mil investidores. Cadastre sua startup ou comece a investir com os gigantes, realizando seu cadastro.

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